NAVEGANDO NA ESTRANHEZA DOS DIAS

Prosas & Poesias de 3ºs


Escrita criativa -novo Blogue a 4 mãos
                                  *
minha fiha Ana Eugénio e eu temos um novo blog a 4 mãos.
Chama-se “ao sabor do vento…” e podes visitá-lo seguindo esta “estrada de tijolos amareloshttp://contadoras.blogs.sapo.pt/.
O desafio, em forma de brincadeira, é cada uma dar seguimento à história iniciada.
Este foi o 1º texto, o texto de arranque:
              *
«apresentações
          *
Zeca tem trinta anos e é arquitecto. Maria Rita tem vinte e oito e é enfermeira. Zeca é um homem frontal e leal. Maria Rita é uma mulher serena e sensata. apesar de ainda não se conhecerem, são vizinhos. Maria Rita vive com os pais, ambos reformados. Zeca vive sozinho com um são bernardo. a mãe de Maria Rita ocupa os dias a controlar a vida alheia, enquanto o pai joga à sueca no café da rua. Zeca acredita num Deus criador. Maria Rita cresceu num colégio de freiras. ambos adoram passear na Natureza ao entardecer.
                                               *
Ana»
No momento em que te escrevo o blog tem 4 posts (entre 5 a 7 linhas cada) – começa a ler debaixo para cima pois são sequenciais
 
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Como leitora assídua e apaixonada não posso deixar de dizer que este livro de Ana Eugénio, SAGRAÇÃO DO DIA (minha filha mais velha)
 é uma porta que nos abre  mundos fascinantes – internos e externos – bordados com o tecido de que são feitas as almas, entrançando o real com o mágico desejado e, apesar de toda a magia que por ele perpassa e se nos entranha a autora fala de  mundos bem reais.
 (E não. Não sou suspeita! Ela própria me “acusa” de ser muito auto-exigente e de lhe ter passado essa norma bem como às irmãs – considerando ela,  e como filha terá a sua razão, de o ter feito/inculcado de forma excessiva).
Abaixo uma montagem com fotos do evento e… mais abaixo um texto para vos deleitardes e…espero, abrir o apetite.
Lançamento SAGRAÇÃO DO DIA de Ana Eugénio, 25.07.09, L. INDEX
 
 
 
                                                                               *** 
Lançamento SAGRAÇÃO DO DIA de Ana Eugénio, 25.07.09, L. INDEX
 
………………………………….
ele nasceu com um mapa nas mãos. sabia-o. tinha esquecido como o ler. desde criança que passava horas absorto.
a tentar decifrá-lo. como quem tenta resolver um quebra-cabeça. nuns dias via encruzilhadas. noutros horizontes.
nuns dias reconhecia momentos. noutros pessoas. nuns dias sentia-se no bom caminho. noutros sem rumo.
e as mãos silenciosas. nuns dias surgia uma linha nova. noutros sumia uma mais antiga. nuns dias uma linha crescia.
noutros uma decrescia. ele memorizava tudo. nunca se interessou por geografia. tinha muitas teorias. e as mãos silenciosas.
*
ela nasceu com um mapa no corpo. sabia-o. tinha esquecido como o usar. desde criança que o observava. constelações no
tronco, nos braços, nas pernas. por todo o lado. como se tivesse o universo inscrito na pele. nuns dias via caminhos de regresso.
noutros caminhos de partida. nuns dias reconhecia galáxias. noutros eclipses. nuns dias sentia-se protegida. noutros insegura.
e o corpo silencioso. nuns dias surgia um pequeno ponto novo. noutros uma cordilheira. ela constatava as mudanças. nunca se
interessou por astronomia. simplesmente observava. e o corpo silencioso.
*
um dia as mãos tocaram o corpo. e as linhas começaram a unir os pontos.
****
ana eugénio, in Sagração do Dia. 2009. Edium Editores.      
                               ***          
P.S – 5 posts para baixo encontras outro texto do livro.
                                     **
……………………….
Ensaio sobre a poesia de Florbela Espanca
                                 *
Tortura
 
Tirar dentro do peito a emoção,
A lúcida verdade, o sentimento,
– E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!…
                           *
Sonhar um verso d’alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
– E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento!…
                             *
São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!
                                       *
Quem me dera encontrar o verso puro,
 O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!
                           *
Florbela Espanca – In Livro de Mágoas
 
***
 
Respondendo a Florbela
(Tortura)
 
Não se esvazia assim esse teu pranto
Com um sopro de vento, um temporal …
Mas tenta um verso puro, talvez santo
Que o que é santo é do bem, renega o mal
                        *
Esquece a altura a que possa subir
Um pensamento nobre em verso posto
Que o importante é não deixar cair
Um sorriso fugaz nesse teu rosto
 
E vê; nada há de rude nos teus versos
Que a tristeza é demais e a solidão
Conta de ti efígies e anversos
                      *
E não percas na rima a solidão
Que sem ela o poeta perde o amplexo
De que se serve a sua emoção.
 
Eugénio de Sá – Junho.09
 
……………..
A caixa de Pandora
                           *
Apesar de arrasada pelo vendaval do infortúnio,
No meio dos destroços da Terra descrente
Nasce a Esperança e uma flor
Donde a vida se eleva de mansinho.
E se alguém arranca essa flor,
Deixando a Terra novamente nua,
Resta a Esperança, a maior das flores,
A indicar que a vida continua.

 Francisco José Lampreia

………………………….
Ondulando,os pinhais
quiseram ser o mar.
Murmurando,quiseram ser
o vento.Mas somente
no meu ouvido eram vento,
nos meus olhos,mar.
                 *
E hoje,ali na encosta,
pinhais bordejam
o mar,sustêm o vento.
                        *
Fiamma Hasse Pais Brandão
P.S – não recordo o título exacto do poema – se alguém lembrar, p.f. diga.
 
…………………………………
há dez anos que Clarêncio toca o sino da alvorada. todos os dias. às seis da manhã. em ponto. o eco das badaladas dá início às revoadas. a aldeia recebe o novo dia. prepara a lavoura. entre o cintilar das estrelas e os primeiros laivos de sol. ainda a vida se estende ao borralho e já Clarêncio sente o orvalho. adianta-se ao amanhecer. dá de comer aos cães. deixa as ovelhas no pasto. e segue para a aldeia. seguro do caminho. ciente da responsabilidade. do seu encargo. todos os dias. transporta uma pequena bolsa de linho. percorre os campos. entra no adro da igreja. sobe a escadaria que dá para a torre. e anuncia o dia. há dez anos que Clariana o espera ao pequeno-almoço. ansiosa pela doçura que o linho encobre.
Ana Eugénio
Excerto do livro “Sagração do Dia”, apresentação: Julho 2009/Porto (dia, hora e local a marcar)
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BORGES, MEMÓRIA E INTERNET

Engraçado como a memória funciona. Nunca fui um grande lembrador. Uma (im)provável autobiografia seria desastrosa, pois lembro apenas de passagens gerais, mas bem pouco dos detalhes. Às vezes, vejo amigos com grande poder de descrição do passado e os admiro. Acho que eles são meio “Funes, o Memorioso”, o trágico personagem de Jorge Luis Borges que se lembrava de tudo, sem exceção.
Dias desses, acordei com uma canção na memória. Talvez eu tenha sonhado com ela, talvez eu tenha vivido algo que exigiu a volta da canção ao meu convívio. O problema é que eu não lembrava o nome da canção, do cantor, nem sequer de um pedaço da letra. Era mais uma sensação de que eu deveria ouvir aquilo de volta. Tudo o que eu tinha era o sobrenome do compositor: Pitta.
Isso prova a funcionalidade do método de gravar as coisas por associação, pois quando soube do compositor, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta estava em voga, então, eu associei o compositor e dramaturgo Rodrigo Pitta ao nada nobre político Celso Pitta. Claro que é uma desonra para o Rodrigo, que em algumas entrevistas andou afastando um possível parentesco.
Joguei essa parca informação na internet e minutos depois consegui encontrar a canção que me atazanava a memória. A canção se chama “Por um Triz”, tem uma melodia muito interessante, um arranjo com toques eletrônicos, foi gravada por Lulo Scroback, e está disponível nos youtubes da vida.
Esse acontecimento me faz pensar novamente em “Funes, o Memorioso” e em como a internet exerce o papel deste personagem que nada esquece, que é só lembrança e, portanto, nenhum pensamento. Borges afirma no conto: “Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair. No abarrotado mundo de Funes, não havia senão pormenores”. Noutro trecho, o narrador filosofa: “Talvez todos saibamos profundamente que somos imortais e que, cedo ou tarde, todo homem realizará todas as coisas e saberá tudo”. Ou ainda nessa passagem de irônica poesia: “Funes discernia continuamente os tranquilos avanços da corrupção, das cáries, da fadiga. Notava os progressos da morte, da umidade. Era o solitário e lúcido espectador de um mundo multiforme, instantâneo e quase intoleravelmente exato”.
Se fisicamente a memória é limitada, ainda cheia de mistérios para serem desvendados, a internet é o infinito, em que tudo está disponível em segundos. Intriga-me muito saber que revolução essa memória coletiva, facilmente acessível, causará à humanidade? Seremos melhores? Saberemos lidar com tanta memória, tanta informação? Em alguns, percebo certa indiferença a esse evento. (Seria temor?).
É como se toda essa virtualidade não fosse nada mais que um banco de dados não confiável. Tenho cá minhas dúvidas. Se não fosse a memória virtual da internet, eu não teria resgatado a música do meu subconsciente, não teria revivido emoções antigas, não teria escrito essa crônica, não teria meu dia de Funes, o Memorioso.

Rubens da Cunha

Rubens da Cunha

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hierofania dos dedos

aquele que escreve no limiar do fogo
vive apenas na certeza das mãos.
são elas que dizem da hierofania maior:
a que parte do rosto e descende à altura dos dedos,
como se o homem-outro fosse
uma extensão do rosto e das pétalas salientes da pele.
aquele que diz é apenas quem diz.
e quem pronuncia as três verdades do som:
o om, a sílaba, a palavra. v
verso algum poderá existir que não aspire ao ventre das mulheres.
jorge vicente
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«Um grão de emoção

Hoje conheço-me melhor do que ninguém, porque sou eu quem diariamente veste a minha pele. (…)Mas continuo a ser um enigma para a minha faceta mais racional.(…) Ninguém sabia se eu iria chorar a ver a vida dos outros num ecrã ou numa tela, ou conter a lágrimas porque [o meu] mundo não estaria preparado para me ver chorar.(…) A emoção faz parte de nós e não parece ser possível controlar-se facilmente(…)
Mas continuei a emocionar-me até hoje. Apenas não uso rímel.»
(para ler o resto clica no nome da autora)

Raquel Vasconcelos»

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O sonho maior  

As lembranças da infância, em geral, remetem a brincadeiras e descobertas, as minhas também, porém a principal lembrança de minha infância é de meus sonhos. Alguns eu sonhava dormindo, nestes eu até voava, diziam-me que sonhamos voando quando estamos crescendo. Os mais importantes eu sonhava acordado. Sonhava com coisas inatingíveis, como viver no Recife. Não realizei todos sonhos, se alguém disser que viajei por outras galáxias, não acredite, é um mujimbo espalhado por alguém que me considera um extraterrestre ou não gosta de mim.
Muita gente me considerava uma criança estranha, sobretudo quando me surpreendia com o olhar vago no horizonte, contemplando o poente ou o nascente, mais ainda quando me via fitando a lua, horas a fio. O que confundia estas pessoas é que eu também agia como uma pessoa normal, inclusive jogava bola e fazia outras coisas de gente comum, mas como não estranhar uma criança que se divertia com Matemática, que passava horas contemplando mapas e que lia livros de História como se fossem romances?
Agora sei que algumas pessoas se frustram por não realizarem seus sonhos, as que os realizam são consideradas vencedoras. No entanto, creio que mais importante do que realizar os sonhos é sonhá-los. Os sonhos nos elevam, são eles que nos fazem ser mais do que pessoas comuns, desambiciosas, os sonhos impulsionam os avanços da humanidade. Nossas necessidades são ilimitadas, ao realizarmos nossos sonhos, eles deixam de ser importantes e são substituídos por outros. Nem sempre fazemos uma associação direta entre realização de sonhos e felicidade.
Meu sonho maior eu não me lembro de tê-lo sonhado e só me dei conta de que era o sonho maior, depois de realizá-lo. Ainda bem, pois se tivesse consciência deste sonho, talvez a ansiedade ou a obsessão de realizá-lo produzisse obcecação. É o tipo de sonho que se realiza com naturalidade: viver de amor e para o amor.
Há seis meses, a chuva me pareceu o céu em prantos, um lamento pelo fim do sonho maior. Parece que foi ontem, parece que faz um século. O tempo das lembranças não é cronológico, a saudade faz parecer uma eternidade, o amor que permanece faz parecer um átimo. Que este amor seja a base de eternos e renovados sonhos.
Manoel Carlos

Fascinação
Autoria: F.D.Marchetti | M.de Feraudy
Versão: Armando Louzada
Interpretação: Nana Caymmi

Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão
Mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
(…)

Para ler o resto da letra e ouvir a canção vai até ao Agreste do Manoel Carlos

_______________

O milagre da multiplicação dos peixes

Viver debaixo do mar só deve ser bom quando se vê o céu. Claro que para os peixes o céu é o tecto onde a água se lhes acaba. O reflexo que as nuvens ali projectam deve parecer-lhes uma imagem sem realidade, por isso sumamente bela. Se houver um arco-íris aquático, acredito na refracção da luz como se acredita nos milagres, do anil ao violeta.

José António Barreiros

 ______________

Canção da Paciência
 
Muitos sóis e luas irão nascer
Mais ondas na praia rebentar
Já não tem sentido ter ou não ter
Vivo com o meu ódio a mendigar
 Tenho muitos anos para sofrer
Mais do que uma vida para andar
Beba o fel amargo até morrer
Já não tenho pena sei esperar
A cobiça é fraca melhor dizer
A vida não presta para sonhar
Minha luz dos olhos que eu vi nascer
Num dia tão breve a clarear
As águas do rio são de correr
Cada vez mais perto sem parar
Sou como o morcego vejo sem ver
Sou como o sossego sei esperar
Zeca Afonso
_________________ 
 Quando eu tinha verdes anos, as minhas
 manhãs eram felizes;

À noite, eu chorava. Agora que sou mais
    velho,
O meu dia desponta sem alento,
Mas a minha noite é sacrossanta e serena

Eugénio de Andrade

                             *

 O CURSO DA VIDA

 

O meu espírito soltava-se nos céus, mas o
    amor
Em breve o fez descer: a dor curva-o mais
    para  a frente ainda.
Percorro, assim, a órbita da vida
Para voltar à origem de onde vim.

 Friedrich Holderlin

                  *

“Não é da luz do Sol que carecemos. Milenarmente a grande estrela iluminou a terra e, afinal, nós pouco aprendemos a ver. O mundo necessita ser visto sob outra luz: a luz do luar, essa claridade que cai com respeito e delicadeza. Só o luar revela o lado feminino dos seres. Só a Lua revela intimidade da nossa morada terrestre.Necessitamos não do nascer do Sol. Carecemos do nascer da Terra.”
 Mia Couto, Contos do Nascer da Terra

         *

Não me peças mais canções
Porque a cantar vou sofrendo;
Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.
 Se a minha voz conseguisse
Dissuadir essa frieza
E a tua boca sorrisse!
Mais sóbria por natureza
 
Não a posso renovar
E o brilho vai-se perdendo…
– Sou como as velas do alta
Que dão luz
e vão morrendo.
 António Botto (Canção 6)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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7 comentários »

  1. Minha cara amiga da Net, nascida no “Círculo de Poesia”:

    Continuo a apreciar a vossa tenacidade e colocação de permanentes desafios. Parabéns.
    Mas essa das letras mtº finas desmotivam a leitura e obrigam-nos a recorrer a uma lupa.
    Julgo que lhe será fácil corrigir e melhora a imagem dos escritos ou transcritos.
    Um bom 25 de Abril que o de 1974 já foi!
    Carlos Carvalhão

    Comentar por Carlos Carvalhão — 2009/04/23 @ 14:43 | Responder

  2. Lindo querida poeta. Amei os poemas do Zeca Afonso, EugénioAndrade e Mia Couto( já os conheço), mas é sempre bom lembrar.
    Bji amigo
    Tecas

    Comentar por Teresa Gonçalves — 2009/04/24 @ 22:03 | Responder

  3. Continuas a proporcionar-nos aqui, excelentes selecções de textos de grande qualidade.

    Comentar por peciscas — 2009/05/05 @ 22:03 | Responder

  4. Gosto da selecção feita…
    Obrigada
    Até logo
    Beijos e abraços
    Marta

    Comentar por Marta Vinhais — 2009/05/08 @ 13:57 | Responder

  5. sobre “BORGES, MEMÓRIA E INTERNET” de Rubens da Cunha

    Excelente escrita.
    Brilhante temática escolhida e forma de ser tratada.

    Por vezes olho para o nº de páginas que o google me devolve numa busca sobre uma palavra-chave em miseráveis segundos e fico muda. Muitas vezes, o google é a minha memória.

    Comentar por Raquel Vasconcelos — 2009/05/09 @ 20:20 | Responder

  6. meio atrasado, mas acredito que ainda valendo, vim lhe agradecer a divulgação do meu texto, e principalmente agradecer a honraria de estar em tão boa companhia.

    abraços
    Rubens

    Comentar por rubens — 2009/05/16 @ 00:24 | Responder

  7. GOSTEI DO POEMA DO EUGÉNIO DE SÁ QUE ESTEVE SENTADO AO MEU LADO NO LANÇAMENTO DO REBELDE E OUVI LER UM POEMA DO AUTOR MANUEL DE LIMA. JA CONHECIA A POESIA DELE QUE É BEM FORTE COMO A SUA VOZ.
    BJS
    TD

    Comentar por TERESA DAVID — 2009/07/07 @ 15:04 | Responder


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