NAVEGANDO NA ESTRANHEZA DOS DIAS

biobibliografia breve


Conceição Paulino nasceu em Beja em 1945, na Freguesia de S. João Baptista. Reside em S. Mamede de Infesta há 36 anos.
Teve envolvimento político no distrito do Porto e no concelho de Matosinhos onde reside e deteve cargos autárquicos.
No plano cívico fez parte dos corpos de algumas associações culturais e educativas.
 Por ora atém-se ao envolvimento cívico. Licenciada. Exerceu durante os últimos sete (7) anos funções docentes no ensino superior.
NO PLANO LITERÁRIO:
Colaborou, durante 7 anos, com crónicas quinzenais no Jornal regional Matosinhos Hoje; fez recensão no extinto Jornal de Letras (Porto);
foi colaboradora ,com recensão e poesiam nas revistas Património XXI e Sol XXI e fez parte da direcção do núcleo do Porto da Associação Sol XXI.
Colabora , trimestralmente,  com poesia no site e no Boletim da Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta.
Colabora na Revista de Vila da Feira.
PUBLICAÇÕES:

    .COLECTIVAS:
· Anuário de Poesia da Assírio e Alvim
· 35 Textos para Paulo Cid
· A Poesia nos Blogues
· Poemas de Natal (edium)
· SeteXsete – poetas de S. Mamede de Infesta (edium)
· 22 Olhares sobre 12 Palavras (edium)
   . INDIVIDUAIS
· As Tarefas Transparentes ( poesia -1993 -Património XXI)
· O Luar da Espera (poesia -1994 – Sol XXI)
· Falar Mulher (poesia -1997 – Sol XXI)
· Salvador o Homem e textos Inconsequentes (prosa 2007- Edium Editores)
 
. |meu país é um sonho sonhado| , Edium Editores.  Apresentação 11 Julho, 18H/18H30, Grupo Dramático e Musical do Flor de Infesta –
 S. Mamede de Infesta
(ver mais neste blog, na página  “divulgação de livros e eventos”)
APRESENTOU OS LIVROS:
     1 –  “O Meu Cancioneiro”, CARVALHO, José- Augusto.2009.Temas Originais
Texto de apresentação de “O meu cancioneiro”, CARVALHO, José-Augusto,Viana do Alentejo, 19. Setembro/ 2009
Ao lermos um livro há sempre muito do autor – da pessoa que é – que para nós passa. Que captamos – assim o julgamos. Que me desculpe José-Augusto de Carvalho a ousadia, mas sobre ele quero dizer algumas palavras.
José-Augusto de Carvalho é, em minha opinião, um homem fora do tempo. De outra geração embora, como meu pai, é um homem de valores, convicções e…palavra. Daí o desfasamento com o tempo que vivemos encontrado na sua escrita porque por si vivenciado. A palavra dada vale tudo. O aperto de mão substitui notários. Os valores que o sustentam são tão válidos no tocante à sua pessoa e vida como à de qualquer outra pessoa. José-Augusto de Carvalho sabe, com um saber da alma que somos o resultado de tudo e de todos que nos antecederam – daí a importância dada à nossa história e a estas antigas e belas expressões poéticas com que elaborou este “Cancioneiro”. Sabe, acima de tudo, o sentido e o valor da “alteridade”. Sabe que ele é o outro, da mesma forma que o outro é, ou pode ser, a qualquer momento, ele/cada um de nós. Por isso os seus sonhos e projectos são-no no colectivo. Nunca por ambição pessoal.
Para si não quer nada que não queira para todos nós.
Passemos ao Cancioneiro que hoje se apresenta:
Fernando Pessoa afirmou que a poesia é uma forma de prosa em que se cria um ritmo artificial, através de: 1) pausas especiais – diferentes das que a pontuação define -embora por vezes possam coincidir; 2) escrita do texto em linhas separadas, denominadas versos. Desta forma o autor/poeta cria 2 tipos de sugestões características à escrita poética: Sugestão rítmica/métrica, de cada verso por si; Sugestão tónica incidindo na última – ou única palavra do verso (se for o caso).
Uma questão se levanta: porque sente o poeta a necessidade de criar um ritmo artificial? …. é bem simples a resposta – porque a emoção intensa não cabe numa simples palavra daí a necessidade de criar uma musicalidade rítmica exterior à palavra – só por si – mas, que desta forma é contida no verso, no poema, como se num cálice. Ou, dito de outra forma: a poesia é uma forma de música feita com ideias em vez de só com emoções. As emoções transmutam-se em ideias que se expressam – melodicamente/ritmicamente/musicalmente – através das palavras. Toda a ideia perfeitamente concebida é rítmica, por si e em si, e é isso que José-Augusto de Carvalho, mais uma vez, nos oferece com este Cancioneiro. O ritmo, a rima, a estrofe são instrumentos disciplinadores da emoção de forma a exprimi-la não na forma tumultuada que é própria das emoções, mas num grau superior de controlo imposto pela disciplina destes 3 elementos: ritmo, rima, estrofe!
Em síntese afirmo que um poema é a projecção de uma ideia por palavras, mediadas pela emoção.
Com este Cancioneiro, explorando a poesia trovadoresca nas suas 4 vertentes: Cantigas de amor; Cantigas de amigo; Cantigas de escárnio e mal dizer
e rimances, o autor presta homenagem aos trovadores medievais e lembra-nos:
a existência dos testemunhos poéticos por eles deixados,por aí abandonados e cobertos de pó por falta de leitura; a necessidade de a eles voltarmos;
a necessidade de os ler e reler, para melhor nos compreendermos enquanto povo, enquanto nação com um quadro cultural e histórico próprio que aí encontra, clara e ilustrativa, síntese evolutiva.
[Deixem-me fazer um breve aparte a respeito do “cantar de amigo” que constitui uma variedade poética, da produção lírica portuguesa originária da Idade Média.
Esta composição enquadra-se na original poesia trovadoresca Provençal, do sul de França, mas é uma construção poética peninsular que detém a particularidade de conferir o estatuto de enunciação à mulher, embora fossem sujeitos masculinos a compô-la. O cantar de amigo são cantigas de origem popular, com marcas evidentes da literatura oral utilizando recursos próprios dos textos para serem cantados – ainda hoje utilizados nas canções populares – e que propiciam facilidade na memorização.]
Neste Cancioneiro, José-Augusto de Carvalho pega, com mestria, nas quadras em redondilha, maior e menor, nas estrofes e nas sextilhas, usa sabiamente o ritmo e a métrica para, numa linguagem actual, entrosar passado, presente e futuro deste povo que somos. Os grandes momentos definidores da nossa identidade – porque é disso que se trata nesta obra aqui ofertada a todos – de reconhecer, aceitar, acarinhar e manter a nossa identidade que de Castela nos separou – são abordados:
desde as batalhas, Álcacer-Quibir; Salado; Aljubarrota;
às cruzadas –fora e dentro do espaço que hoje constitui o Portugal luso (ver p:40 -Cantiga de amigo: “A dívida” em que enuncia as batalhas Aquém Tejo e Além do Tejo – dado que a Portugalidade se estende por muitos continentes
aos nossos mitos e lendas; ao Bandarra e sua adivinhação; aos milagres estruturantes do simbólico na nossa cultura.
Dedica o poema “Quase uma oração: 42” a um tema tão português como “SAUDADE”. Desmonta o conceito em várias das suas vertentes, ou dimensões. “Saudade palavra linda…”, mas linda, porquê? Porque alimenta a esperança do retorno e do reencontro. Mas o mesmo sentimento, saudade, cria ansiedade, desesperança, angústia:
“ …E a desventura detenha/ p’ra que no peito eu mantenha/a bater, meu coração(…)” na última estrofe deste poema pede alento a Deus pois a dor é tão grande que se torna destruidora. O autor implora que este sentimento se transforme. Mostra-nos a saudade como algo potencialmente transformador: “ Ai, que esta dor que alimento/seja, na massa o fermento/do pão da vossa clemência.”
Nas Cantigas de Escárnio e Mal Dizer, em “Coisas do reino:47”, se trocarmos: “…corredores do Paço” por corredores do poder vemos e lemos um retrato actual do país. No seu olhar sobre o Natal (2 poemas nas pg: 50 e 52) não deixa passar o modo tão português de dizer lamentando: “vamos indo, menos mal…”, nem deixa passar a hipocrisia que na época é recoberta pelo desejo/
/”momento anual/de nos sonharmos natal”. “É a visita anual/ a cumprir a tradição(…)/De Jesus nem um sinal(…)/o sonho, de rastros,/espezinhado mal brilha.”
E diz: “(50) que nos valha a gulodice(…)/Festejai, que é de bom tom!/Vinte e quatro horas de amor!/Abaixo o mau! Viva o bom!/Depois, novamente a dor,/A preto e branco e sem som”
No poema “À sombra do campanário: 53” o poeta faz a ronda pelas festas – Natal; Quaresma; Carnaval – mostrando-nos com o seu olhar acutilante e crítico como
“…nesta monotonia,/à sombra do campanário,/se vive e pouco porfia,/ao sabor do calendário.”
Como se as nossas vidas fossem um baile mandado à voz do mandador que estipula os nossos momentos e estados de espírito.
Em “Engano Triste:20, o poeta, do corpo, faz o “convento” ou, figurativamente, o convento É o corpo; no poema “Enquanto a vida for vida!: 22” aborda um tema actual sobre o direito à vida questionando-se, e a nós, sobre o que devemos ou não, considerar VIDA. A questão do direito a viver com dignidade, questão que tão escamoteada é na nossa sociedade.
Neste belo cancioneiro, do intimismo da alma, num registo mais pessoal ressoa forte um grito humano e social a que não podemos ficar indiferentes se queremos que A VIDA SEJA VIDA e não seja um qualquer ZAGAL a comandar-nos.
Obrigada a todos por aqui estardes.
José-Augusto, obrigada por me convidares a falar sobre este belo e profundo Cancioneiro.
Conceição Paulino
  • O Livro do regresso, ZARCO, Xavier . 2008. EDIUM EDITORES  

2 – Texto deApresentação de “O Livro do Regresso”, de Xavier Zarco, Alvito, 29 de Março de 2008 (edium editores) 

      Pegamos no livro e logo a afirmação expressa no título nos interpela: Quem regressa? Aonde regressa? Talvez também: como e porquê regressa?
     Afinal de que regresso se trata pensamos, sendo que Xavier Zarco não é alentejano, não regressa pois à mátria terra Alentejana, questão que se poderia levantar pelo local de apresentação da obra. Aqui no denso coração do Alentejo.
Sendo que todo o regresso implica uma partida e um retorno ao ponto de origem, de que regresso nos fala o autor? 
Mais importante: a que regresso nos convoca já que um livro é sempre uma ponte comunicacional entre quem o escreve e quem o lê?
Um olhar linear sobre a origem, ponto de nascimento e vida do autor, em articulação com o título, levar-nos-ia a uma visão redutora da obra.
Devemos, talvez, aqui, parar e pensar: “Quem é “O” poeta? “Um” poeta qualquer? Ou, melhor:.. O que é um poeta..? Entendemos “o poeta” como um visionário, um mensageiro… um avatar ligado à palavra criadora a que o Génesis se refere: “O Verbo” do início? Creio que sim. E é aqui, neste patamar, que podemos e devemos situar os poetas e, por direito, Xavier Zarco.
     O poeta não pertence a um local determinado. O seu coração, olhar e pensamento seguem o ritmo do planetário e cósmico pulsar.
 Está, assim, o poeta, igualmente ligado a todos os lugares pois todos lhe são origem, raiz, partida e regresso num eterno movimento circular, pois sempre ao mesmo ponto regressa. O ponto do início onde a palavra era/É o Verbo.  Como Lorca disse: «Todas as coisas têm o seu mistério e a poesia é o mistério de todas as coisas»
 É também neste patamar que, enquanto leitores, nos devemos situar para ler o que o autor nos traz neste seu «”O” Livro do Regresso».
E se a palavra regresso nos interpela o que dizer do artigo “O” que inicia o título. “O” Livro do Regresso, não Livro do Regresso, somente.
Este artigo confere ao título um tom de absoluto.  Regressos há muitos em nossas vidas. Regressos físicos e outros.
Tantos outros vivenciados para lá da matéria que constitui nossos corpos… Mas dizer de um: “O”, “O Regresso” torna-o especial, único. Confere-lhe um poder e uma importância acrescida e total. Algo, signo e significado, com características de absoluto e definitiva no seu significante.
E desta forma somos convocados à leitura deste regresso. A depuração da escrita e uma luz solar intensa que perpassa e nos invoca, evocam a paisagem alentejana, seja a da planície com os suaves dorsos das colinas que são espaços por onde: (Cito: 6)no dorso do vento/pelos caminhos do monte/viajam frágeis vestígios/de um cântico// ou de um poema/ de súbito bordado a oiro/ pelas bátegas/céleres mas suaves/do sol.”
Seja ainda a paisagem dos povoados na sua brancura reflectora em que as pequenas, baixas casas brancas, orladas a azul ou ocre, tentam fundir-se com a terra nela buscando frescor e segurança.   A linguagem de Xavier Zarco recria-nos a ilusão do Alentejo mas o autor é claro.
O seu regresso é “O” regresso à infância. Com suavidade, mas certeza e determinação, X.Z. conduz-nos numa revisitação à infância, de forma articulada e harmoniosa entre o homem que é e a criança que foi e o habita sem descurar a herança histórico-cultural, “caldo social” em que se formou.
 Ouçamos na sua voz: (p:13)vejo a mágica palavra// a primeira desenhada/na minha ardósia//o giz colorido a mão fugidia//vasco da gama/pedro álvares cabral/ fernão de magalhães// caminho/ marítimo para a índia/terras de vera cruz/circum-navegando o mundo// tudo tão pequeno(…) »  para acrescentar e nos trazer a verdadeira dimensão encontrada, vivida então:«(…) a giz na ardósia meu nome/descoberto/conquistado”
 E agora, numa perspectiva mais próxima, mais do seu espaço lúdico de criança o poema da p: 17: “sinto nas mãos/ o baraço de um pião//este roda/rodopia// no pátio/desenha a ilusão// o mundo inteiro/ na palma de minha mão.”  E, em ambos, do macro ao micro destino – colectivo ou individual – uma identidade única, uma consciência activa e plena do ilusório dos feitos, pois que “o mundo inteiro”(…) cabe (…) “na palma da minha mão” ou, por outras palavras enuncia a relatividade dos feitos, das descobertas, tão bem expressa no poema anterior quando nos diz ou compara, em magnitude, as descobertas marítimas à descoberta, à conquista do seu nome a giz, na ardósia.    Mas recuemos um pouco. Quem regressa traz nova bagagem da vida.
A inocência da infância substituída ou complementada por olhares outros, por uma lucidez mais racional do que emotiva.
Ao iniciarmos a viagem que nos é proposta pelo autor logo no 1º poema ele nos situa perante a sua actual posição ou modo de estar. Diz: «é outro o olhar que nasce/ no poente//(…)» e contínua, metaforicamente falando das dores ou feridas que o acto de viver sempre implica:  «embora de asas feridas/ cansadas(…)» para, logo de seguida nos RE-abrir o espaço da infância, ao ser capaz de voar «(…)rente ao espanto/ ou da semente/ de onde outrora partira.»
Afirma pois que tudo subsiste no ser e mais uma vez recorre á metáfora para simbolizar o significante da idade da inocência – a infância – «(…)voa rente ao espanto(…)», ao “espanto” dado que na infância tudo é curiosidade e espanto por tanta maravilha existir e acontecer.
      Talvez seja o momento de vos alertar para o facto de que o livro que ora apresentamos NÃO é composto por 36 poemas.
      O livro escreve, contém, UM ÚNICO poema, constituído por 36 fragmentos de memórias, cruzados entre o ontem e o hoje, nesta viagem de regresso.
Memória que, como nos diz o autor, acordava a casa (p:9) e, entre o que fora e o que é X.Z., navega com mestria a palavra, numa facilidade escorreita de estilo e recursos, para nos conduzir ao porto onde regressa: (p:10) «o quarto ali estava/era agora o recanto das aves//(…)».Ainda no mesmo fragmento (p:10) «(…) em seu canto/ou alvoroço/de seu voo/reinventavam a jóia/essa/ que habitara aqui/ (…)chamava-se amor//(…)»

     E das memórias vivas da casa saltam as amadas figuras (p:12) «ouço a voz da minha mãe//minha avó fora para os campos/e meu avô com os rebanhos(…) meu pai elabora a madeira(…)» assim, os momentos de ternura são reforçados pela evocação dos gestos, para além dos locais, na totalidade dos momentos.
 Ainda na p:12 «(…)minha mãe ficara em casa/canta a roupa estendida/ou o pão do forno saindo» e magistralmente somos aqui levados a ouvir  a voz da mãe que canta os encantamentos referidos ou levados a pensar que sendo que nem o pão nem a roupa estendida cantam o fazem aqui porque o conjunto de memórias de gestos, odores, cores e cintilações que evocam são, em si, por si, um cântico ao amor com que as tarefas eram executadas – tendo em atenção para quem eram executadas – um cântico á alegria, à segurança protectora com que o amor nos envolve.
     E de memória em memória, de momento em momento, também nós somos de novo crianças. Cúmplices com X.Z. nas evocações, crescemos à medida que o autor cresce. Através das memórias que cria, das que recria revisitando-as com os olhos de hoje e os de ontem, fundidos pela ternura num único olhar-ver-sentir.
Ouçamos e sintamos: (p:14) « (…) entre acordes/o fio inventando o corpo/com que minha mãe desenha/um beijo/ (…)» (p:19) «da alvura da farinha/recordo o encanto da água//as mãos criando/ conjugando/ a morte da fome (….)» (p:22) «a enxada engravida a terra (…)»
   
  Creio poder afirmar que um ciclo de bem-aventurança se encerra quando lemos no poema da p: 23: «nega-se a escrita da pedra/o epitáfio/ a palavra fim// o nome da eterna saudade/entre margens// duas datas/ dois marcos geodésicos//(…)nega-se o destino/ das cinzas// como se procurássemos//soluções/ para adiar o inadiável»
No poema seguinte, p: 24, o autor diz-nos, elucida-nos: «é nestas casas/ nesta aldeia//onde a infância regressa (…) que decifro o mistério da morte (…) a conjugação do sol/ no dorso do poente// desenha-se o regresso no momento//da partida»
 Aqui nos desvenda X. Z. a razão deste regresso a que no início dissemos encontrar atribuído um sentido total, pleno, absoluto, ao fazer anteceder a palavra Regresso pelo artigo “O”.  Numa singeleza de escrita que flui como água, sem maneirismos, X.Z. leva-nos, pela mão, do início ao fim e do fim ao início sendo que ambos são o mesmo.  O regresso, que é o regresso de todos os regressos. Alpha e ómega. Da vida á morte e à consciência de que “desenhamos”, na palavra do autor da qual me aproprio, todos os regressos no momento de cada partida. Mais uma vez o movimento circular, símbolo da perfeição.
     E este poema intitulado “O Livro do regresso” em belos e simples fragmentos de memórias é todo ele atravessado por uma luz solar em permanente diálogo com a voz da terra e da vida. Termino com estas palavras do autor: p:40 «escreve-se sobre a terra/o movimento perfeito(…)

  Conceição Paulino

 

3 – “Quem se interroga, está vivo”,DURVAL, António. Edium editores

 

PREFACIOU:

1 – “Os sentimentos por detrás das palavras”, (poesia) CESAR, Gleidston. 2009. Temas Originais

2 – “VIDAS”, (contos) FONTES, Isabel.

 

1. BLOGS DA PRÓPRIA:

· ESTRANHOS DIAS E CORPO DE DELITO (hibernou)
· BALÃO D’ENSAIO 
· FRAG (mo) MENTOS   
· FRAG (mo)MENTOS II     
2. BLOGS onde COLABORA:
· ORGIA POLÍTICA (desactivado?)   
· PALAVRA UXA PALAVRA – Semanalmente: Jogo FOTODICIONARIO   
. GlobPt
 

a completar…………….

         

Create a free website or blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: